sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Como é feito o Aço Damasco.

Provavelmente a pergunta mais freqüente que ouvi durante minha carreira como cuteleiro profissional é: “Como é feito o aço damasco?”. 


Entretanto, antes de iniciarmos é premente definirmos o que é chamado aço damasco. 

O que é o aço damasco? 

O aço damasco ou aço de damasco era feito com freqüência antes do período industrial, pois como não existia aço virgem para a venda à disposição dos ferreiros, estes utilizavam-se de todo aquele que pudessem reciclar (ferraduras, pregos, dobradiças, tramelas, etc) e também o extraído da fonte original do aço, o minério de ferro. 

Assim, os ferreiros os fundiam num único bloco de aço, num processo tecnicamente chamado de caldeamento, que é a micro fusão de superfície, onde as camadas se fundem em uma só, submetidas a uma pressão adequada, à temperatura de 1100 graus Celsius. 

Desta forma, os ferreiros conseguiam “juntar” o aço escasso que conseguissem, num bloco único, manufaturando-o posteriormente desde a forma de pequenas facas, até mesmo a de imensos canos de canhões. 

A técnica da confecção do aço damasco ficou perdida por aproximadamente três séculos, pois com o início do período industrial, não mais era necessário juntar as "migalhas de aço" para fazer uma única peça. 

Havia então aço em abundância. Desta forma, todos os ferreiros que conheciam a técnica ancestral foram morrendo, até que não restasse ninguém que soubesse como é que se faziam aquelas espadas e adagas maravilhosas que hoje estão guardadas cuidadosamente nos melhores museus do mundo. 

Só em 1973, um norte-americano chamado William “Bill” Moran, após décadas de tentativa e erro, conseguiu redescobrir a técnica de confecção do aço damasco, chocando o mundo da cutelaria. 

Tal aço é assim chamado, pois ainda que tenham sido os indianos que desenvolveram a técnica, as peças eram comercializadas na cidade de Damasco, na Síria, o maior centro comercial da época. 

Conhecedores do que é o aço damasco, podemos passar agora para a explicação de como este é feito. 

Como é feito o aço damasco? 

1. Seleção dos aços: geralmente os aços damascos modernos são confeccionados a partir de dois tipos de aços. Normalmente escolhe-se um aço de alto teor de carbono e outro aço de alto teor de níquel. Priorizamos aqueles que apresentam características mecânicas ideais para a confecção de ferramentas de corte. 

À esquerda as barras de aço carbono e à direita o aço níquel.

Selecionados os aços, cortamos barras do mesmo tamanho e as intercalamos soldando as extremidades, formando o que chamamos de barra inicial, que soldamos a uma haste que possibilite a manipulação a quente. 

A barra inicial.

Neste caso específico, minha barra inicial consiste de 11 camadas, sendo 6 de “aço carbono” (mais grossas) e 5 de “aço níquel” (mais finas). Para cada padrão de aço damasco, existe uma proporção adequada de cada tipo de aço.

2. Caldeamento: nesta etapa, aquecemos a barra inicial a 1100 graus Celsius e a submetemos à pressão, para que as camadas se fundam em um único bloco de aço. Esta pressão pode ser proporcionada por prensa hidráulica, martelete mecânico ou pneumático, ou por martelo manual. 

Aquecendo a barra à 1100º C.

Caldeando no martelete pneumático.

Caldeando na prensa hidráulica.

Caldeando no martelo.

Estando devidamente caldeado, o bloco único é forjado no formato adequado para a próxima etapa, a multiplicação de camadas.

Barra já caldeada.

3. Multiplicação de camadas: nesta etapa, cortamos a barra e posicionamos suas partes para um novo caldeamento, o que fará com que seu número de camadas seja multiplicado. Nas fotos abaixo utilizei-me do ácido percloreto férrico, para que fosse possível visualizar as camadas fundidas num único bloco. 

Multiplicando sequencialmente as camadas.



Após a multiplicação atingir o número de camadas objetivado, o bloco único é forjado em medidas específicas para a próxima etapa. 

Cada padrão de aço damasco moderno possui um procedimento próprio que faz com que o resultado final seja predeterminado. Ou seja, para cada desenho diferente que se vê em uma lâmina, existe um procedimento determinado que o resulte: número de dobras, sentido das dobras, formas de forjamento, etc. 

Para cada padrão também existe uma faixa “ideal” de número de camadas cujo resultado é esteticamente melhor. Isso, é claro, varia conforme a interpretação pessoal de cada cuteleiro. 

O número, neste caso, não é relevante, foi apenas citado para que o leitor possa compreender como planejamos a confecção dos mais variados padrões. 

Neste caso específico, cujas fotos estão servindo para ilustrar o texto, estou executando o damasco composto Padrão W.

4. Exposição das camadas: para explicar melhor esta etapa, costumo fazer uso de uma metáfora, que facilita a compreensão. 

Se olharmos um sanduíche deliciosamente preparado por cima, nada mais podemos ver além de pão. 


A parte mais bonita e saborosa, o recheio, só poderá ser vista se cortarmos o sanduíche ao meio e olharmos na face cortada. 


Com alguns padrões de damasco a sistemática é a mesma. A foto 8 mostra a barra final já com o número de camadas que eu pretendia: 297. Entretanto, olhada por cima, só podemos ver o “pão”, ou seja, a beleza da fusão das camadas está oculta no interior da barra. 

Barra final com o número de camadas já multiplicado.

Para solucionar este problema um cuteleiro genial chamado Steve Filicietti, desenvolveu um método que leva o seu nome: Método Filicietti. 

Ele cortou a barra final diversas vezes em ângulo de 45 graus, formando pastilhas, que caldeadas em posição diferente deixariam o desenho das camadas (“recheio do sanduíche”) totalmente à mostra. 

Cortando a barra em pastilhas de 45º.

O aspecto interno das pastilhas, expondo as camadas de aço damasco.

Reorganizando as pastilhas com as camadas viradas para cima.

As pastilhas soldadas expondo suas camadas, prontas para mais um caldeamento.

Já caldeadas as pastilhas e voltando novamente a formar um bloco único de aço, basta forja-lo no formato desejado da faca, conforme o modelo objetivado. Neste caso específico, trata-se de uma Chef di Coisine - Modelo Francês – Padrão Internacional. 

Faca forjada.


Depois de forjada, a faca é usinada (lixada) na lixadeira e manualmente através de limas e lixas, chegando bem próximo do formato final. É importante notar que os caldeamentos bem executados proporcionam a fusão perfeita dos aços, não restando sinais de emendas ou falhas. O aspecto final é o mesmo de uma faca composta de um único aço.


A faca usinada.

5. Revelação do Aço Damasco: é hora de exibirmos a beleza e a mística desta técnica milenar. Submetemos a lâmina ao ataque do ácido percloreto férrico. Este ácido ataca proporcionalmente muito mais as camadas de “aço carbono”, mantendo quase que totalmente preservadas as camadas de “aço níquel”. Assim, com tempo e supervisão adequados, as camadas de “aço carbono” ficarão em baixo relevo, distinguindo definitivamente o desenho formado pelas camadas misturadas. 

6. Fosfatação: a última e fundamental etapa da confecção do aço damasco é a fosfatação, ou seja, a lâmina é submetida a um banho de fosfato de manganês (um material protetor do aço) sob temperatura e tempo controlados, depositando-se principalmente sobre as camadas de “aço carbono”. Acontece que o fosfato de manganês é negro e removendo-o com uma lixa fina das camadas de “aço níquel”, forma-se o contraste maravilhoso das camadas negras e prateadas. A otimização é conseguida com polimento criterioso em máquinas ou manualmente com lixas finíssimas grão 2500. 

O aspecto final da faca.

É importante ressaltar que nesta descritiva não abordamos aspectos como geometria, ergonomia, proporção, fluidez estética, distribuição de peso, combinação de materiais, tratamento térmico, acabamento e diversos outros quesitos absolutamente inerentes a confecção de uma boa faca.

Abaixo seguem algumas fotos de vários padrões de damascos diferentes, os quais logicamente diferem também em seus protocolos de produção.

Padrão Torcido.

Padrão Dog Star.

Padrão Aleatório.

Padrão W - Método Acordeon.

Padrão Turco.

Padrão Ladder.

Padrão Mosaico.

Padrão W Breeze.

Padrão Arkansas Breeze.


Telefones: (17) 3525-2595 e (17) 9727-0246
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Faca Disponível - VENDIDA.

Olá Caros Amigos e Clientes, estou disponibilizando à venda esta faca cujas especificações técnicas seguem abaixo:

Lâmina: em aço 5160, medindo 10,5 polegadas em sua área de corte, temperada seletivamente, clip point, bastante larga e robusta. A espessura é de cerca de 7,8 milímetros.

Comprimento total: 40 centímetros.


Cabo: Em talas de Maple Burl estabilizada, afixadas com 2 pinos mosaicos, além de dois pinos embutidos e o passador de fiel em aço inoxidável.


Bainha: em couro de búfalo, adornada com estampos em baixo relevo, com passadores para a posição vertical e horizontal (conforme fotos anexas), contendo estojo para pedra de afiar de 10 centímetros de comprimento.


Obs: acompanha uma pedra de afiar arkansas importada e 1 metro de velame de paraquedas na cor do cabo para colocação opcional de fiel.






Interessados entrem em contato via:
Telefones: (17) 3525-2595 e (17) 9727-0246
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Aproveito a oportunidade para manifestar meus desejos de que todos tenham uma excelente comemoração natalina e um ano novo cheio de saúde, paz e sucesso.


Atenciosamente,

Eduardo Berardo

domingo, 23 de dezembro de 2012

Damasco, Carbono ou Inóx: Afinal qual é o melhor aço???

Provavelmente todas as pessoas que apreciem lâminas, ao menos uma vez devem ter se perguntado: Qual será o melhor aço, o mais cortante, o mais resistente, o que retém mais corte: damasco, carbono ou inóx?
Recordo-me de ter feito a mesma pergunta, em março de 2006, a Jerry Fisk, um dos cuteleiros mais famosos do mundo, em São Paulo, ocasião em que veio ao Brasil a passeio e a turma da cutelaria reuniu-se para conhecê-lo (para aqueles que ainda não o conheciam) e para ouvir os ensinamentos do Grande Mestre.

Teste de corte de uma de minhas facas de aço carbono.

À época eu, com pouco mais de um ano de carreira na cutelaria, curioso como sempre fui, queria com uma simples pergunta, resolver a grande questão da cutelaria custom, discutida calorosamente por alguns e defendida energicamente por outros. Era como se um católico perguntasse num balcão de informações qualquer: - Ei...você pode me indicar onde encontro o Santo Graal?????

À esquerda as chapas de aço carbono e à direita as de aço níquel.
Depois de unidas por um processo chamado caldeamento, formam o aço damasco.

Depois de oito anos de carreira vivenciando a metalurgia na prática, aprendendo e discutindo questões técnicas com alguns dos melhores cuteleiros deste país, de talento e habilidades reconhecidas internacionalmente, concordo plenamente com a resposta que Jerry me deu, a qual relato exatamente como a recebi:

“- É impossível responder à sua pergunta!”

Num primeiro momento fiquei feliz por constatar que ainda mantinha a minha velha habilidade de fazer perguntas difíceis, com as quais adorava sacanear meus professores da escola. Porém, por outro, estava frustrado por não obter a resposta, certo de que com ela, eu reinventaria a roda!

Depois da minha pergunta difícil, pela expressão, Jerry deveria estar se perguntando:
Será mesmo um cuteleiro ou um espião da antiga União Soviética???

A questão é que cada uma destas “famílias de aços”, digo famílias, pois existem centenas de tipos diferentes de aços ao carbono, centenas de aços inoxidáveis, bem como uma infinidade de combinações das diversas fórmulas de aços com grande teor de níquel e aços ao carbono que juntos formam os aços damascos, sendo que cada qual possui suas virtudes e seus pontos fracos.

Uma barra de aço damasco sendo aquecida antes de ser caldeada.

Normalmente se diz que os aços ao carbono tem uma melhor performance em corte que os inoxidáveis. Já vi cuteleiros defendendo essa tese como se fossem livrar o pai da cadeira elétrica. Mas a questão é, essa afirmação não foi testada cientificamente!
Da mesma forma pode-se perguntar: Se for verdade, quantos por cento os aços ao carbono cortam à mais que os aços inoxidáveis? Resposta: Ninguém sabe!!! Cabe lembrar que nos últimos anos a indústria desenvolveu aços inoxidáveis de altíssimo poder de corte!!!

Caldeando as barras de aço níquel e carbono para fazer o aço damasco.

Se essa assertiva tiver fundamento, dependendo da ótica, o inóx pode ser melhor que o carbono....afinal ele não oxida! Dependendo é claro, do ponto de vista do usuário!!!
E o que dizer sobre a afirmação de que os aços damascos são mecanicamente mais resistentes, devido às suas construções em centenas ou milhares de camadas??? Pode ser verdade? Acredito que sim....mas quanto? Ninguém sabe!!! Seriam incríveis meio por cento? Um pouco mais....um pouco menos??? Não se pode afirmar!

Uma barra de aço damasco cortada em sessão transversal, 
mostrando as camadas de aço carbono e aço níquel misturadas.

A questão maior, acredito eu (e por favor não me atirem pedras os que não concordam comigo) é que inevitavelmente cada composição química dos milhares de aços produzidos pela indústria moderna possuem suas virtudes e suas fraquezas. Uma pequena alteração em percentagem de um único componente químico que compõe um determinado aço pode mudar totalmente sua característica, sua vocação.

Forjando uma faca.

Se uma destas famílias for um pouquinho melhor que a outra em poder de corte, e a segunda um pouquinho melhor que a terceira em resistência mecânica, não é isso o que mais importa no resultado final da performance de uma lâmina.

Fazendo o acabamento à mão em uma espada de construção integral.

Sem sombra de dúvidas, o que mais influencia no bom desempenho de uma lâmina são: tratamento térmico correto e design (englobando em design a geometria, ergometria ergonomia, técnica construtiva, etc). Pode-se utilizar o “melhor aço do mundo” na construção de uma faca, entretanto se o cuteleiro errar no tratamento térmico, certamente essa faca cortará menos que uma faca de R$ 10,00 comprada no mercadinho da esquina (sem demérito às facas de baixo custo), ou mesmo se quebrará quando em uso. Da mesma forma, uma geometria de fio inadequada pode fazer o fio se entortar (se muito fino) ou mesmo não cortar (se muito obtuso).

O aspecto do aço damasco padrão W, em close-up.

Acredito sinceramente que se fossem testadas cientificamente as virtudes de cada aço usado na cutelaria custom atualmente, certamente teríamos diferenças entre eles, uns um pouquinho melhores que os outros, etc. Mas creio que estas pequenas diferenças podem ser insignificantes se a lâmina nascer das mãos de um artesão virtuoso.

A região da guarda e cabo de uma espada integral (uma única peça de aço) em damasco, 
onde se podem ver claramente as camadas de aços misturadas.

Dentro da cutelaria de alto nível existem inúmeras escolas e milhares de conceitos. Cada qual com suas crenças, comprovadas ou não. Contudo, depois de milhares de anos de experiência do homem produzindo suas lâminas, podemos afirmar que, à despeito das diferenças de conceitos, todas estas escolas tem muitas virtudes.
O melhor pra mim......é respeitar a opinião de cada um!!!

Uma réplica de uma espada de caça alemã do século XV
 que fiz em marfim de elefante e aço damasco.


"Pois o Senhor é quem dá sabedoria; 
de sua boca procedem 
o conhecimento e o discernimento."
                                                                         Provérbios 2:6


Instruções da sabedoria de Deus (Caio Fábio)


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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Cabos disponíveis para encomendas.

Um pedido recorrente de meus clientes é que eu fotografe meus materiais disponíveis e lhes mostre as imagens para a escolha e o agendamento de um projeto custom.

Neste post pretendo mostrar a todo o público entusiasta de cutelaria custom, alguns dos melhores materiais nobres de que disponho para a confecção de facas sob encomenda.

Cada cabo, por suas características próprias, especialmente suas dimensões, se encaixa melhor a determinados tipos de projetos.

Abaixo de cada foto, lançarei o número identificador do cabo, as medidas do material, o tamanho da faca que ele me permite fazer, além de alguma peculiaridade própria.

Para fins de RESERVA dos materiais para a confecção de FACAS ENCOMENDADAS, os mesmos somente serão assinalados como NÃO DISPONÍVEL quando devidamente acordado entre o cliente e eu, mediante contato prévio, detalhes como preço final da faca e prazo de entrega. Somente após o acerto definitivo desses detalhes é que determinado material ficará RESERVADO para determinado cliente.

Obviamente a preferência será dada ao cliente que primeiro me contatar à respeito de cada cabo, seja por meio de internet ou telefone e fechar definitivamente os detalhes da encomenda. Na hipótese de desistência, por qualquer motivo, de um primeiro, a preferência será dada ao segundo que manteve contato e assim sucessivamente.

Mantenho o compromisso de obedecer fielmente a sequência dos clientes que me contatarem, na sequência em que estes contatos acontecerem.

Meus contatos são:

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Todos os materiais abaixo são de excepcional qualidade. Alguns dos marfins de mamute, podem aparentar serem grotescos e feios, contudo durante o processo de confecção, suas superfícies, de acordo com o projeto, podem ser mais ou menos lixadas, o que certamente pode expor uma miscelânea muito bonita de cores e texturas. Pela experiência profissional, posso determinar previamente qual cabo terminará com excelente aspecto. Estes detalhes serão descritos abaixo de cada cabo.

Estarei rotineiramente atualizando este post, na medida em que novos materiais de cabo sejam adquiridos e cheguem às minhas mãos. Portanto adicione o link abaixo em sua barra de favoritos para poder acompanhar as novidades e garantir uma futura bela faca.

http://berardofacascustom.blogspot.com.br/2012/12/cabos-disponiveis-para-encomendas.html

Apreciem meus excelentes materiais e confirmem seus projetos.

Marfins de Mamute

Identificação: Mamute 1
Comprimento: 111 mm
Largura: 47 mm
Espessura: 9 mm
Obs: indicado para facas grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Mamute 2
Comprimento: 116 mm
Largura: 41 mm
Espessura: 8 mm
Obs: indicado para facas grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Mamute 3
Comprimento: 124 mm
Largura: 45 mm
Espessura: 9 mm
Obs: indicado para facas grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Mamute 4
Comprimento: 120 mm
Largura: 43 mm
Espessura: 9 mm
Obs: indicado para facas grandes
Situação: NÃO DISPONÍVEL


Identificação: Mamute 5
Comprimento: 94 mm
Largura: 30 mm
Espessura: 6 mm
Obs: indicado para facas bem pequenas
Situação: NÃO DISPONÍVEL


Identificação: Mamute 6
Comprimento: 111 mm
Largura: 38 mm
Espessura: 10 mm
Obs: indicado para facas médias e grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Mamute 7
Comprimento: 124 mm
Largura: 46 mm
Espessura: 15 mm
Obs: indicado para facas muito grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Mamute 8
Comprimento: 103 mm
Largura: 34 mm
Espessura: 9 mm
Obs: abaixo da casca existem tonalidades de cores muito belas e fortes;
Indicado para facas pequenas e médias
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Mamute 9
Comprimento: 101 mm
Largura: 31 mm
Espessura: 7 mm
Obs: indicado para facas pequenas
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Mamute 10
Comprimento: 121 mm
Largura: 38 mm
Espessura: 8 mm
Obs: indicado para facas grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Mamute 11
Comprimento: 125 mm
Largura: 41 mm
Espessura: 11 mm
Obs: indicado para facas grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Mamute 12
Comprimento: 99 mm
Largura: 31 mm
Espessura: 6 mm
Obs: possui craquelado miúdo muito bonito que será exposto após lixado;
Indicado para facas pequenas
Situação: NÃO DISPONÍVEL


Identificação: Mamute 13
Comprimento: 135 mm
Largura: 44 mm
Espessura: 12 mm
Obs: indicado para facas muito grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Mamute 14
Comprimento: 136 mm
Largura: 54 mm
Espessura: 12 mm
Obs: existem tons verdes abaixo da casca e bom craquelado;
Indicado para facas muito grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Mamute 15
Comprimento: 111 mm
Largura: 32 mm
Espessura: 8 mm
Obs: bom craquelado;
Indicado para facas pequenas e médias
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Mamute 16
Comprimento: 119 mm
Largura: 45 mm
Espessura: 11 mm
Obs: indicado para facas grandes
Situação: DISPONÍVEL


Marfins de Morsa

Identificação: Morsa 1
Comprimento: 127 mm
Obs: indicado para facas muito grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Morsa 2
Comprimento: 118 mm
Obs: indicado para facas médias e grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Morsa 3
Comprimento: 123 mm
Obs: indicado para facas muito grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Morsa 4
Comprimento: 120 mm
Obs: indicado para facas pequenas
Situação:  NÃO DISPONÍVEL


Chifres de Carneiro Merino

Identificação: Carneiro 1
Comprimento: 136 mm
Largura: 61 mm
Espessura: 13 mm
Obs: indicado para facas muito grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Carneiro 2
Comprimento: 132 mm
Largura: 57 mm
Espessura:15 mm
Obs: indicado para facas muito grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Carneiro 3
Comprimento: 133 mm
Largura: 56 mm
Espessura: 11 mm
Obs: indicado para facas grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Carneiro 4
Comprimento: 124 mm
Largura: 54 mm
Espessura: 13 mm
Obs: indicado para facas grandes
Situação: DISPONÍVEL


Chifres de Cervo

Identificação: Cervo 1
Comprimento: 140 mm
Obs: indicado para facas grandes
Situação: NÃO DISPONÍVEL


Identificação: Cervo 2
Comprimento: 138 mm
Obs: indicado para facas grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Cervo 3
Comprimento: 116 mm
Obs: indicado para facas médias
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Cervo 4
Comprimento: 120 mm
Obs: indicado para facas médias
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Cervo 5
Comprimento: 125 mm
Obs: indicado para facas médias ou grandes, 
especialmente integrais gaúchas, devido a sua curvatura
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Cervo 6
Comprimento: 117 mm
Obs: indicado para facas médias
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Cervo 7
Comprimento: 135 mm
Obs: indicado para facas muito grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Cervo 8
Comprimento: 126 mm
Obs: indicado para facas grandes,
especialmente Bowies tradicionais, por ter curvatura muito suave;
excelente pipocado
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Cervo 9
Comprimento: 117 mm
Obs: indicado para facas médias


Identificação: Cervo 10
Comprimento: 116 mm
Obs: indicado para facas médias
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Cervo 11
Comprimento: 131 mm
Obs: indicado para facas grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Cervo 12
Comprimento: 140 mm
Obs: indicado para facas grandes
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Cervo 13
Comprimento: 140 mm
Obs: material tingido;
Indicado para facas grandes
Situação: NÃO DISPONÍVEL


Identificação: Cervo 14
Comprimento: 140 mm
Obs: indicado para facas grandes
Situação: NÃO DISPONÍVEL


Ossos de Girafa
Não disponível no momento
Material já adquirido
Aguardando entrega


Madeiras

Identificação: Madeira 1
Tipo: California Buckeye Estabilizada (não é tingimento - cor natural)
Comprimento: 147 mm
Largura: 46 mm
Espessura: 35 mm
Obs: possível de se fazer facas de qualquer tamanho
Situação: NÃO DISPONÍVEL


Identificação: Madeira 2
Tipo: California Buckeye Estabilizada (não é tingimento - cor natural)
Comprimento: 180 mm
Largura: 47 mm
Espessura: 35 mm
Obs: possível de se fazer facas de qualquer tamanho
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Madeira 3
Tipo: California Buckeye Estabilizada (não é tingimento - cor natural)
Comprimento: 160 mm
Largura: 40 mm
Espessura: 31 mm
Obs: possível de se fazer facas de qualquer tamanho
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Madeira 4
Tipo: California Buckeye Estabilizada (não é tingimento - cor natural)
Comprimento: 157 mm
Largura: 43 mm
Espessura: 30 mm
Obs: possível de se fazer facas de qualquer tamanho
Situação: NÃO DISPONÍVEL


Identificação: Madeira 5
Tipo: California Buckeye Estabilizada (não é tingimento - cor natural)
Comprimento: 147 mm
Largura: 38 mm
Espessura: 34 mm
Obs: possível de se fazer facas de tamanho até médio
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Madeira 6
Tipo: Raíz de Carvalho Estabilizado
Comprimento: 145 mm
Largura: 43 mm
Espessura: 29 mm
Obs: possível de se fazer facas de qualquer tamanho
Situação: NÃO DISPONÍVEL


Identificação: Madeira 7
Tipo: Raíz Estabilizada
Comprimento: 126 mm
Largura: 60 mm
Espessura: 40 mm
Obs: possível de se fazer facas de qualquer tamanho
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Madeira 8
Tipo: Koa Havaiana Translúcida Estabilizada
Comprimento: 156 mm
Largura: 49 mm
Espessura: 27 mm
Obs: possível de se fazer facas de qualquer tamanho
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Madeira 9 
Tipo: Pau Ferro do Deserto do Arizona
Comprimento: 128 mm
Largura: 44 mm
Espessura: 28 mm
Obs: possível de se fazer facas de qualquer tamanho
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Madeira 10
Tipo: English Walnut Estabilizada
Comprimento: 144 mm
Largura: 65 mm
Espessura: 31 mm
Obs: possível de se fazer facas de qualquer tamanho
Situação: DISPONÍVEL


Identificação: Madeira 11
Tipo: English Walnut Estabilizada
Comprimento: 156 mm
Largura: 56 mm
Espessura: 30 mm
Obs: possível de se fazer facas de qualquer tamanho
Situação: DISPONÍVEL

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